Pra ti que vive a trocar de nome

 
Será por ego,

 por puro apego ?
  
Que te visito em olhos
na vaidade dançante de  mimo musa.

 E continuo sem saber que versos seus
 que são meus.













Imagem : Frank Cadogan Cowper

" O MEU CORPO ME PERTENCE"

As considerações sobre o aborto além de serem questão de saúde pública, tem a ver com o controle do Estado sobre o seu corpo e sua individualidade. A criminalização do aborto parte da premissa de que uma mulher não tem condições de controlar a sua vida, e seu corpo individualmente, por isso o Estado precisa intervir já que julga a mulher incapaz de ter a compreensão dos valores de suas atitudes.
A discussão também é sobre o conceito do que é vida, como o Estado é laico a questão do que se considera vida não deve ser pautada na noção religiosa.
Na linha religiosa que eu sigo, a vida acontece desde o primeiro dia da concepeção. Eu não faria um aborto, ASSIM COMO EU NÃO COMO CARNE. Mas essa é uma concepção individual minha, que parte da minha consciência religiosa e filosófica.
E nessa mesma questão de VIDA defendo a descriminalização do aborto. Chega de hipocrisia! Milhares de mulheres estão morrendo por conta de abortos clandestinos. E não vai fazer diferença nenhuma se VOCÊ achar que pode decidir por alguém, negando o direito de uma pessoa ter a liberdade de suas decisões.

O ABORTO É UM DIREITO DE LIBERDADE!!


Pela legalização do aborto no Brasil!

Ao pé do ouvido



 Ele dizia que gostava dela porque ela era espontânea e não escondia os sentimentos...
ela já não o ouvia mais
estava pensando em como é fácil expressar sentimentos que não são profundamente sinceros.



Imagem : Kira Shaimanova


Sumi

Tenho andado assim tantos quilômetros por dia 
                tão parada.

Vejo tantos rostos e expectativas.

                As pessoas me ouvem,

eu ganho pra isso.

               As pessoas me ouvem,  me vêm
                      me obedecem.
Eu ganho.

                Mesmo quando eu não quero nada pra mostrar e dizer.
  Eu continuo ganhando.
                                     
Tenho andado assim parada tantos quilômetros e rostos por dias.
                                Eu continuo me perdendo.







Relação virtual






Encontraram-se
e não foi um acaso da vida, a vida esta muito corrida e as pessoas enferrujadas pra se deixarem levar ao acaso.
Encontraram-se porque procuravam. E como procuravam...
Perdidos em horas navegadas, os olhos agitados de páginas à páginas,
navegantes, um tanto quanto entusiastas dos meios.
Sentiam em pele, a dor do frio virtual que secava a quem dia a dia se faz sensível.

Tanto assim que se deixaram
tanto assim que as letras mal digitadas da velocidade da conversa, subiam e subiam
Horas a fio...

O pulso doía, a luz lá fora caminhava  ofuscada pela intermitência da luz quadrada, não percebiam, não sentiam o movimento da vida que vai,
o gato espreguiça, passeia pela ração
a perua buzina lá fora trazendo crianças sujas e famintas,
o elevador que sobe, desce...
As letras, as letras, os sorrisos e risadas das conversas dedilhadas,
Risadas dedilhadas .

Então se encontraram
no mesmo instante se amaram, precisavam se amar, pois enfim se encontraram.

Conversaram  como que velhos conhecidos, mas sem saber ser confortáveis e espontâneos quando na intimidade de seus teclados...
O papo se perdia, quase não tinham como se apresentar, já estava tudo dito em suas páginas em face, e seus dias expressos em carácteres, acompanhados e comentados.

Tudo resumido, assim dito por dito, restava o toque...
E se permitiram rapidamente a ele. Talvez por puro medo, de que aquele silêncio expresso no contato dimensional, os afastasse definitivamente da felicidade de olhar a janelinha subindo com o dizer, “acabou de entrar”.

O toque de corpo foi um misto de surpresa e revelação na constatação do auto-engano.
Realmente não se conheciam, definitivamente dois estranhos estavam ali.
Mas valia, valia tudo o que sentiam quando visitavam os blogs afoitos por novidades deixadas em formas poesias.

Duas @@ juntas agora, comentariam em seus caracteres, @namora@, receberiam RTs de felicitações, dos amigos em comum de todo o canto do país, cidades e cidades do mundo, duas @, quem sabe um dia @binhas viriam...

Nos outros dias cada um em seu trabalho, prosearam pelas links virtuais o decorrer do dia, Facebook, bate papo do Gmail, msn, Skipe... os dois estavam em todas as contas um do outro.

Chegavam em casa e antes de qualquer coisa, de ascender a luz, acariciar o cachorro, lavar as mãos... Iam direto ligando o computador... E vai quase um minuto de interminável espera até a conexão em fim.

“ poxa, estamos conversando aqui, mas podíamos ter nos encontrado hoje né?”
“ Ah, mas acordo cedo amanhã”
Dois pontos abre parentes.
“ Mas já são quase uma e você ta aqui...”
Erre esse erre esse.




 Não tinham percebido até então que a relação poderia ir por caminhos mais livres, sem o intermédio de uma face brilhante.

Um dia ele tinha uma reunião o dia todo. Avisou no TT via celular. Ela estava então uma tarde toda sozinha... Começou a vasculhar sua vida, os 4573 recados no Orkut, o mural do facebook foi até onde podia, começou a ler os quase 6,000 twettes, e até as 289 respostas no famigerado formspring.

Ela sentia que podia fazer isso, nada dele sabia, e ademais esta tudo lá, o pessoal no público. Ela era o seu público agora.
Ela tentava traçar linhas de conexões, recados mais ousados como, “saudades”  procurava até onde podia pra saber mais de onde vinha.
“Saco, hoje em dia todo mundo bloqueia tudo...”

Uma rotina mais palpável começou a se fazer, telefonemas tornaram-se mais significativos que letras que subiam.
Entravam invisível no msn a fim de não perderem tempo com os papos insignicativos de agora sentidos falsos conhecidos.
As pessoas comentavam publicamente, cadê @ tal que sumiu.

Foram assim, por puro excesso de rotina de sua união, afastando-se do que um dia foi mais real. dedicando-se agora à um mundo onde se sente os passos do pé no chão.

Claro que ele ainda falava com @anamineira, e ela mantinha contatos com @papopoeta, mas menos, bem menos...

Humpft!

Vou falar!
Lembro de quando era adolescente, eu colocava músicas do Djavan no quarto e ficava chorando... Só por chorar,  não tinha nenhum motivo assim aparente, mas existia aquela vontade latente do choro.
E eu ia lá, não me reprimia, fazia ele sair ouvindo as metáforas de amor de Djavan.
E eu to aqui nesse blog escrevendo contículos engraçadinhos...  
O meu ser ta precisando de algum quê de Djavan pra expelir
Essa rotina de dia e de noite, meus amigos, minhas gatas e...
ta tudo assim papel em branco... 
antes até papel amassadoriscadorabiscado 
mas não... 
papel em branco! 

conto curto






Casada com um renomado intelectual,
ela se sentia como os livros que ele exibia na estante,
citada mas nunca compreendida. 








              
Imagem: Vladimir Kush






Sexta 13

 

Convidou-a para tomar algo. 
Talhou filetes em sua carne nua,
e sorveu devotadamente o liquido vermelho.








Imagem: Maya Goded 


 

Decididamente

                                                               
 Pensei estar em momentos de tomadas de decisões na minha vida.

Mas parece que as decisões estão se tomando por elas mesmas.







Imagem: Vladimir Kush

Vida Yoga

Nova postagem no meu blog de yoga

O que é Asana 

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